A emoção é como um pássaro,
quando se prende já não canta
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A rosa

Uma sépala, pétala, um espinho,
Numa simples manhã de verão_
Um frasco de orvalho _
Uma abelha ou duas _
Uma brisa_um bulício nas árvores _
... E eis-me rosa!

Emily Dickinson

sexta-feira, 18 de março de 2011

A esperança

Tela de Galina Kazakova
"A esperança tem asas.Faz a alma voar.
Canta a melodia mesmo sem saber a letra.
E nunca desiste. 
Nunca."

Emily Dickinson

sexta-feira, 4 de março de 2011

Duas borboletas

Tela de Malu Delibo

Dus borboletas sairam a apassear
passaram sobre o arroio
flecharam para o firmamento
e repousaram sobre um raio de luz;
Depois partiram as duas
por cima de um mar reluzente,
ainda que porto algum até hoje
haja mencionado a chegada.
Se falou com elas uma ave distante,
se no mar etéreo encontraram
uma fragata ou um cargueiro,

Emily Dickinson



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Como se eu pedisse uma simples Esmola, 
e na minha mão maravilhada um Estrangeiro 
depusesse um reino, e eu ficasse de boca aberta 
- Como se perguntasse ao Oriente 
se tem uma Manhã para me dar
- e ele abrindo os seus Diques de púrpura, 
me despedaçasse com a Madrugada! 


Emily Dickinson

sábado, 6 de novembro de 2010

O dia

Rubra queimada é a manhã -
Violeta, a tarde -
Amarela, agonizante, está o dia -
E,depois, não há mais nada -

À noite, porém, milhas de centelhas
Revelam a vastidão incendiada -
Prateados territórios
Jamais consumidos por nada.




Emily Dickinson
Tradução de Ivo Bender

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Felicidade

Felicidade” é uma coisa com plumas –
Naquele poleiro alto da alma – 
E entoa a melodia sem palavras –/
E nunca pára –
nunca –
E muito doce – na brisa – soa –/
E zangada deve ser a tempestade –
Que poderia confundir o passarinho
Que guarda tanto afeto.
Sempre ouço isso na terra gelada –
E no mais estranho Mar –
Contudo, nunca, no Extremo,
Ele pediu uma migalha – de Mim.


Emily Dickinson

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A Bela de Amherst



A Bela de Amherst

Ela varre com vassouras multicores
E sai espalhando fiapos,
Ó Dona arrumadeira do crepúsculo,
Volta atrás e espana os lagos:

Deixaste cair novelo de púrpura,
E acolá um fio de âmbar,
Agora, vejam, alastras todo o leste
Com estes trapos de esmeralda!

Inda a brandir vassouras coloridas,
Inda a esvoaçar aventais,
Até que as piaçabas viram estrelas —
E eu me vou, não olho mais.

Emily Dickinson

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Felicidade

Felicidade” é uma coisa com plumas –
Naquele poleiro alto da alma –
E entoa a melodia sem palavras –
E nunca pára –
nunca –
E muito doce – na brisa – soa –
E zangada deve ser a tempestade –
Que poderia confundir o passarinho
Que guarda tanto afeto.
Sempre ouço isso na terra gelada –
E no mais estranho Mar –
Contudo, nunca, no Extremo,
Ele pediu uma migalha – de Mim.

Emily Dickinson

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sábado, 2 de outubro de 2010

Perdição


longe como o quarto mais perto,
se em tal quarto o amado espera
ventura ou perdição.

Que fortitude a alma contém,
que tanto e assim suporta
o ruído de passos que vêm,
e abrir-se de uma porta!...




Emily Dickinson
(Trad. de Abgar Renault)


Noites loucas



Noites Loucas — Noites Loucas! 
Estivesse eu contigo
Noites Loucas seriam 
Nosso luxuoso abrigo!

Para Coração em porto — 
Ventos — são coisas fúteis — 
Bússolas — dispensáveis —
Portulanos — inúteis! 

Navegando em pleno Éden —
Ah, o Mar! 
Quem dera — esta Noite — em Ti 
Ancorar! 


Emily Dickinson