A emoção é como um pássaro,
quando se prende já não canta

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Delírio

Tela de Berthe Morisot

‎"No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá onde a
criança diz: Eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não funciona 
para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta, que é a voz de fazer
nascimentos-
O verbo tem que pegar delírio."

Manoel de Barros

Um comentário:

Janete Maia disse...

Amo este blog. Ele me deixa calma, o tempo passa e eu nem sinto. Não sinto porque me envolvo nos poemas, me transporto para o mundo de sonhos das pinturas. Volto a ser uma menina, uma criança de 9 ou 10 anos e feliz!